Arrependimento Póstumo

De todas as coisas da vida, só me arrependo de uma: não ter te contado sobre o que eu sempre senti. Que quando eu dizia que te odiava, ...


De todas as coisas da vida, só me arrependo de uma: não ter te contado sobre o que eu sempre senti. Que quando eu dizia que te odiava, era que na verdade te amava mais do que eu podia imaginar, mais do que eu podia suportar. Contar dos poemas e músicas que dediquei a ti, cada estrofe dedicada ao teu belo par de olhos azuis e teu sorriso de menino.

Que quando eu pedia para você se afastar, era quando eu mais queria você por perto. Que minha implicância na verdade era uma forma de te chamar atenção, uma forma tola de te me aproximar de ti. Que nas meias palavras que te dizia sempre estavam escondidos as mais belas palavras de amor, fruto de um sentimento escondido, porém o mais arrebatador que já senti na vida.


Hoje dos teus abraços só tenho lembranças, dos teus beijos só cenas inventadas. Memórias guardadas no mais profundo do meu subconsciente, num lugar que só nos meus mais belos e apaixonados sonhos posso alcançá-los. Trocaria todas as minhas lembranças por uma única oportunidade de reviver esse amor novamente.


Amor inocente, amor que nasceu e cresceu sem pedir nada em troca. Que viveu e enraizou no meu coração por vontade própria, e se alimentava dos teus sorrisos. Você nunca me jurou amor eterno, nem se quer me tratou mais do que sua amiga mais próxima, daquelas quase irmã. Mas mesmo assim, eu te amava. Mesmo assim meu coração saltava em meu peito a cada pequeno toque seu.


E hoje se aqui deixo meu arrependimento póstumo, desde amor que já se foi, é porque ainda guardo em meu peito as memórias deste que foi o meu mais puro e verdadeiro sentimento. É porque ainda desejaria senti-lo, agora que tenho coragem para lhe contar que te todos os suspiros que exalei na minha juventude, todos eram por você!

LEIA TAMBÉM!

0 comentários